segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

...e quando achar que souber, fazer errado

-Eaí, já achou?

-O que?

-O que você tava procurando

-Ah, sim... Eu acho

-E então?

-Não sei se...

-Se...

-Se era o que eu queria

-Mas você não disse que não sabia o que procurava?

-Eu não procurava nada em especial, mas sabia o que eu queria achar, e se realmente achei, não tenho certeza se quero

-Acho que entendo... E o que você vai fazer?

-Parece que o de sempre: Ficar sem saber o que fazer, e quando achar que souber, fazer errado

-Sei como é. Pode crer

-Pode crer

Peso Inconsciente

A minha consciência pesa mais do que uma tonelada. E eu nem sinto a diferença. Talvez eu não saiba onde ela está. Talvez eu não me importe. Talvez eu não consiga me importar. Talvez realmente não faça diferença. Talvez seja medo. Talvez eu seja cego. Talvez esteja acontecendo mais rápido do que eu possa aguentar. Talvez eu não consiga aguentar. Acho que é isso. Eu sempre acho. Passou a tensão, acabou o problema. E mais uma vez eu acumulo todo o peso nessa consciência perdida. Claro que é mais fácil tirar o cu da reta e jogar a culpa pra longe. E não muda na cabeça, sabe que fez a cagada. Pra sempre. O que se faz de bom parece que se esquece rápido. Que bosta.

E o que foi isso que eu fiz agora? Talvez um suspiro de alívio pra não sobrecarregar a consciência... É, passou a tensão.



Problema resolvido, de novo.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Pode crer

-Eae

-Opa, eae quanto tempo

-É né? E como tão as coisas?

-Melhor possível

-Pode crer

-Sim

-Só...

-Mas eae?

-De boa, na mesma né

-Que mesma?

-A mesma de antes

-Ah só... Mas eae?

-De boa... Sabe aconteceu uma coisa engraçada ontem?

-É mesmo?

-É, eu saí pra comprar cerveja e encontrei com a minha vizinha bêbada no meio da rua

-E aí?

-No final das contas o que importa é que a véia me disse que usava anfetamina escutando ramones e black sabbath

-Que louco

-Poisé, mas eae?

-Ainda na mesma

-Pode crer

-Ou

-Que?

-Nada, sei lá, esquece

-Falaê poo

-Não era nada

-Nunca é, mas sempre é né

-Sim

-Mas então fala outra coisa aí

-O quê?

-Sei lá, qualquer coisa

-Nem

-Pode crer

-Pode crer

-...

-Mas eae, que que vc acha?

-Do que?

-Disso tudo

-Não tenho certeza

-Do que?

-De nada

-E você gosta?

-Mais do que deveria

-Pode crer

-Pode crer

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Droga vermelha idiota

Chega. Não quero. Já me consumiu demais, já me enganei demais. Já tá na hora de vender o terreno que eu arranjei na Lua e voltar pra essa merda de planeta frio de onde pelo menos eu posso enxergar alguma coisa. Chega dessa maldita droga vermelha que eu já usei tanto... O efeito é sempre o mesmo: satisfação no início e depois achar que vai ser tudo diferente. Não, eu não quero mais saber desse vermelho imbecil que me puxa de volta e me mantém tão longe. Não conheço mais.
Mas é foda né, ninguém larga uma droga assim tão fácil ahaha... É difícil demais, me mata ter que fingir que eu nunca fiquei puto, que eu nunca derramei uma lágrima, pra sustentar um ou dois sorrisos trocados perto do que você já significou pra mim... E são justamente esses sorrisos de merda os mais entorpecentes. Engraçado, hoje eu daria tudo pra que esses sorrisos sumissem dessa sua cara. Ou da sua máscara, no caso. Hahahaha as máscaras que você tanto criticou antes de cobrir o seu rosto com uma delas... Que traição...
Sei lá. Foda-se, acho que é isso